12.12.08

Prisioneiros da Indiferença

Passo a linha do comboio
Paro, escuto e olho
Nada vejo, nada ouço, mas sinto
O vazio de um espírito insatisfeito
Que nasce do amor imperfeito, que a vida nos tem

Sigo a estrada que me indicam
É monótona, sem cor…
Perco-me de propósito,
Afinal estar perdido tem valor

É o nada que me leva para a frente,
Porque nada mais tenho a fazer
Até porque foi deste nada que a vida se viu nascer

Seguem todos caminhos diferentes
Caminhos que se cruzam;
Mas não está o outro ciente
Que de tal coisa o acusam

A sua indiferença define a minha vida
Angustia deste amor,
Não seja este essencial
Quero libertar-me
Quero ser simples mortal

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