26.5.09

Sentido


Acabou o tema de conversa.

Afina, já estou rotulado.

Do que vale mostrar quem sou?


Estas posses que me rodeiam

dizem quem sou,

posso sentir-me seguro,

mas o público está surdo.


Uma onda bate nas rochas de plástico.

Não passam de plástico.

São, por isso, mais do que fachada.


E se caísse,

em que círculo ficava?

Talvez não devesse sair da cama.

Eternamente envolvido neste Purgatório.


Para onde olham?

Não passam de cegos que, para estarem seguros,

usam palas nos olhos.


Futilidade reciclada.

É disso que falam.

Quem, como, e quando!

Em total afonia.


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