Acabou o tema de conversa.
Afina, já estou rotulado.
Do que vale mostrar quem sou?
Estas posses que me rodeiam
dizem quem sou,
posso sentir-me seguro,
mas o público está surdo.
Uma onda bate nas rochas de plástico.
Não passam de plástico.
São, por isso, mais do que fachada.
E se caísse,
em que círculo ficava?
Talvez não devesse sair da cama.
Eternamente envolvido neste Purgatório.
Para onde olham?
Não passam de cegos que, para estarem seguros,
usam palas nos olhos.
Futilidade reciclada.
É disso que falam.
Quem, como, e quando!
Em total afonia.
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